<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5171876829323605459</id><updated>2011-08-01T14:20:01.420-07:00</updated><category term='Perseguição;'/><category term='Simulado.'/><category term='Insônia'/><category term='Tema do Desaforadas &quot; Futebol é coisa de mulher&quot; .'/><title type='text'>Pura Artista!</title><subtitle type='html'>Mal lhe pintei, encantei-me com outra obra.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://bazardosfalsosaforismos.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5171876829323605459/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bazardosfalsosaforismos.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Leticia Mueller</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13522908623456062765</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_njSPvwZ1OyA/SSR4Bl2SkDI/AAAAAAAAAMg/CwVPFeyUGMY/S220/PB050048.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>20</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5171876829323605459.post-5631815671424058738</id><published>2009-07-08T00:01:00.000-07:00</published><updated>2010-12-02T07:28:18.740-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Insônia'/><title type='text'>Dormir é Inevitável</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_njSPvwZ1OyA/SlVNWCy3JgI/AAAAAAAAAOU/2g7y4g2GhfU/s1600-h/INSNIA~1.PNG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 111px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_njSPvwZ1OyA/SlVNWCy3JgI/AAAAAAAAAOU/2g7y4g2GhfU/s320/INSNIA~1.PNG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5356272372929734146" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Dona Rosa estava internada há 3 meses na ala semi-intensiva do Hospital Vita. Desde que diagnosticaram seu tumor maligno, sua vida se passava em um quarto de 3 m ². Acordava às 7, com uma bandeja de café da manhã no colo e duas enfermeiras conferindo os equipamentos e anotando coisas em uma prancheta. &lt;br /&gt;Comer assim na cama até que não era tão ruim, apesar da comida sem sal que exigia sua dieta. O pior era quando tinha vontade de fazer xixi. Apertava um botão e em alguns minutos alguém lhe trazia a comadre. Como ela odiava fazer suas necessidades deitada, sempre falava que o que queria era fazer o número 2. Passava pelo ritual da retirada dos tubos e entrava sozinha no banheiro com uma sensação de liberdade. Ficava lá por 5, 10 minutos, até que ouvisse uma voz de fora lhe perguntando se estava tudo bem.&lt;br /&gt;De volta à cama, esperava o tempo passar. Lia alguma revista, chegava o almoço. Comia, ligava a TV. Recebia a visita do médico, respondia-lhe às perguntas de praxe, dando sempre as mesmas respostas:&lt;br /&gt;- Como vai, Dona Rosa?&lt;br /&gt;- Bem, indo.&lt;br /&gt;- E a comida? Estava boa? Como anda seu apetite?&lt;br /&gt;- Boa a comida, doutor. Ando com fome.&lt;br /&gt;- Isso é bom. E como passou a noite?&lt;br /&gt;Dona Rosa sempre hesitava nessa pergunta. Achava que o médico a testava. Como ainda ninguém percebera que não engolia os remédios?&lt;br /&gt;- Passei bem.&lt;br /&gt;O médico a elogiava, mas ela sabia que estava com os dias contados. Não aceitava o fato de estar morrendo e, como não queria ser pega de surpresa, evitava dormir.&lt;br /&gt;Quando chegava o seu coquetel noturno, selecionava os remédios, deixando o sonífero por último. Tomava um por um, em grandes goles, sob o olhar atento do enfermeiro, e na hora de tomar o sonífero, com o comprimido escondido no canto da boca, simulava uma talagada.&lt;br /&gt;O enfermeiro fazia suas anotações, perguntava-lhe se queria alguma coisa e ia embora. Começava a rotina noturna de Dona Rosa, que só se diferia da diurna por ser menos perturbada pelos médicos e atendentes. Todos pensavam que ela dormia.&lt;br /&gt;Mas não. Com medo do sono eterno, ela evitava o sono reparador usando de mil e uma artimanhas para atrair e manter a insônia. Chegava a ler por 3 horas seguidas, pois não tinha paciência de ver TV por mais que meia hora. Se por acaso, algum médico entrava no quarto, ela dizia que tinha acordado com vontade de ir ao banheiro. Depois disso, o jeito era, discretamente, manter a mente ocupada para que o sono não viesse. Ficava deitada, de olhos abertos, relembrando sua infância e adolescência. Lembrava do marido, de como se conheceram, do casamento... Do dia em que ele morreu. Batia uma saudade, uma vontade imensa de revê-lo, mas logo pensava na morte e o desejo passava.&lt;br /&gt;A noite seguia assim, e quando menos esperava, mais um dia havia se passado, e lá estava seu café da manhã. Às vezes sentia um certo cansaço, mas Dona Rosa, conhecendo o poder da mente, logo espantava o sono imaginando-se morrendo. &lt;br /&gt;Assim seguiam seus dias. Quanto mais Dona Rosa evitava o sono, temendo a morte, mais a atraía. Ela definhava, enfraquecia, e nada de dormir.&lt;br /&gt;Até que um dia, sem saber ao certo se acordada sonhava ou se sonhava acordada, Dona Rosa recebeu uma repentina visita. A Sra. Morte, aproximando-se da cama, inclinou-se para perto dela, exalando um cheiro de séculos, e toda dengosa, perguntou:&lt;br /&gt;- E aí, bobinha... Achou que estava me enganando?&lt;br /&gt;Dona Rosa, pela primeira vez desde que se mudara pra aquele quarto, fechou os olhos e implorou o sono.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5171876829323605459-5631815671424058738?l=bazardosfalsosaforismos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bazardosfalsosaforismos.blogspot.com/feeds/5631815671424058738/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5171876829323605459&amp;postID=5631815671424058738&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5171876829323605459/posts/default/5631815671424058738'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5171876829323605459/posts/default/5631815671424058738'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bazardosfalsosaforismos.blogspot.com/2009/07/dormir-e-inevitavel.html' title='Dormir é Inevitável'/><author><name>Leticia Mueller</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13522908623456062765</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_njSPvwZ1OyA/SSR4Bl2SkDI/AAAAAAAAAMg/CwVPFeyUGMY/S220/PB050048.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_njSPvwZ1OyA/SlVNWCy3JgI/AAAAAAAAAOU/2g7y4g2GhfU/s72-c/INSNIA~1.PNG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5171876829323605459.post-9162229173559674656</id><published>2009-06-26T12:47:00.000-07:00</published><updated>2009-06-26T12:49:51.483-07:00</updated><title type='text'>Natal Vermelho</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_njSPvwZ1OyA/SkUmVs3_0sI/AAAAAAAAANw/Q7vZ7WTPZ98/s1600-h/Bola+de+natal.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 206px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_njSPvwZ1OyA/SkUmVs3_0sI/AAAAAAAAANw/Q7vZ7WTPZ98/s320/Bola+de+natal.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5351725886464840386" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Eu não imaginava até onde poderia chegar à oposição entre o corpo e a mente. Não com 11 anos. &lt;br /&gt;Era dia 19 de dezembro e eu estava, com meus pais, na casa de minha avó, antecipando o Natal, pois viajaríamos no outro dia de manhã e só voltaríamos no início do ano seguinte. Já havíamos passado por quase todas as etapas do ritual natalino: rezamos, cantamos e nos cumprimentamos em frente ao enorme pinheiro de Natal, quase centenário, do qual minha avó cuidava com esmero há tantos anos que nem meu pai saberia contar. &lt;br /&gt;Ao pé da árvore, pacotes coloridos incrementavam a decoração e aumentavam a curiosidade de desvendar o conteúdo de cada um deles. Segui meus instintos infantis e abri primeiro os presentes maiores. Ganhei novos exemplares pra minha coleção de Pollys e ansiava acabar de abrir os outros presentes para ir logo brincar com minhas novas bonecas. Não estava errada. Os pequenos pacotes eram roupas de todos os tipos: vestidos pra reveillon, conjuntos leves para o verão e bikinis. Como toda mãe que se preze, a minha quis logo me levar ao lavabo para que provasse aquele amontoado de chatice.&lt;br /&gt;Quis acabar logo com aquilo, e fui correndo experimentar as roupas. Todas serviram, mas ainda faltavam os bikinis. Tentei convencer minha mãe de que eles serviriam perfeitamente, que eram lindos, parecidos com os outros que eu tinha, etc... Mas não teve jeito. Tirei a blusa e provei a parte de cima da roupa de banho. Eu mal usava sutiã. Olhei pra minha mãe, e falei:&lt;br /&gt;-  Pronto, perfeito. &lt;br /&gt;Quis me vestir rapidamente, colocar a blusa por cima do bikini, e ir de encontro com minhas bonecas, mas minha mãe, ainda mais ágil, me estendeu a parte de baixo, prolongando a minha angústia:&lt;br /&gt;- Toma filha, veste isso e você está livre.&lt;br /&gt;Amuada, obedeci. Despi-me e lá estava algo que, primeiramente, me fez gargalhar. Uma mancha avermelhada contrastava com os ursinhos azuis da minha calcinha. Olhava para aquilo meio hipnotizada pela dúvida, quando ergui o pescoço até alcançar o rosto de minha mãe, e vi seus olhos marejados em lágrimas. Olhei de novo para mancha, e minha reação foi, de pronto, pedir desculpas. Até hoje não sei se ela me ouviu. Seu olhar perdia-se num vazio que nunca compreendi e me envolveu a tal ponto que lacrimejei por achar que havia algo de errado comigo. Sentei no mármore gelado, sem nem mais pensar em Pollys, bikinis, ou qualquer outra coisa que o valha. Foi nesse instante, em que ela sentou ao meu lado e me envolveu em seus braços, que ouvi a verdade sobre o que estava ocorrendo. &lt;br /&gt;Apesar de já ter estudado aquele assunto nas aulas de ciência, não imaginava que aconteceria comigo, ainda mais tão cedo. Vivia meu primeiro conflito interno de menina mulher. A natureza havia me pregado uma peça, ou cometido um terrível engano. Uma menina, de 11 anos, que acabara de ganhar bonecas e estava louca pra ir brincar, não estava apta para entender que poderia gerar outra criança. A tristeza era tanta que me sentia culpada, e tinha medo da reação da minha família.&lt;br /&gt;Dos meus avós, eu tinha medo que eles pensassem que haviam me dado os presentes errados, ou que eu não havia sido sincera ao agradecê-los. Das minhas amigas, eu tinha medo da rejeição, pois em uma fase em que ser semelhante aos outros é tudo, eu seria a única que estava passando pela tal transição. Do meu pai, vinha o maior medo: de perder o trono de menininha para mim mesma e quebrar a sua expectativa eterna de que eu fosse pra sempre a sua criança. &lt;br /&gt;Meu medo? Um sentimento de culpa por achar que havia feito algo errado, de não ter dado provas suficientes a natureza de que não estava pronta para aquilo e a fatídica descoberta de que não tinha controle sobre meu corpo. Afinal, eu era uma criança, e aquilo não estava certo. Não fazia sentido. Me sentia egoísta por pensar que poderia ter filhos, enquanto haviam milhares de casais pelo mundo lutando para conseguir o que eu desprezava, a possibilidade de tê-los. &lt;br /&gt;Cheguei ao ponto de querer ocultar de mim mesma a verdade. Limpava-me até não haver mais nenhum vestígio, ação que consumia meio rolo de papel higiênico. Eu gastava por dia, em “purificação”, mais de 2 rolos de papel. &lt;br /&gt;Fiquei cega para meninos. Não os olhava, apenas sentia a presença, e a evitava.&lt;br /&gt;Não tinha mais a liberdade de entrar na piscina na hora em que bem entendesse, e em mim, aflorou um pudor até então desconhecido. Já não me despia em frente a outras crianças no vestiário e olhava para minha calça de minuto a minuto, temendo um acidente que me levasse à humilhação já latente.&lt;br /&gt;Essa foi a primeira experiência em que comprovei que a mente não tem idade, mas o corpo sim. E aí ficou a dúvida... o que eu era? Uma menina ou uma mulher?&lt;br /&gt;E uma mulher já passada da menopausa? Ela pode ser mais jovial que uma moça no auge de seus 20 anos. O que elas são afinal? O que faz com que a chamem de velha ou jovem?&lt;br /&gt; O que define o que somos? O que os outros vêem? Ou o que pensamos?&lt;br /&gt;Platão já dizia: “O corpo é a prisão da alma”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5171876829323605459-9162229173559674656?l=bazardosfalsosaforismos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bazardosfalsosaforismos.blogspot.com/feeds/9162229173559674656/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5171876829323605459&amp;postID=9162229173559674656&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5171876829323605459/posts/default/9162229173559674656'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5171876829323605459/posts/default/9162229173559674656'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bazardosfalsosaforismos.blogspot.com/2009/06/natal-vermelho.html' title='Natal Vermelho'/><author><name>Leticia Mueller</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13522908623456062765</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_njSPvwZ1OyA/SSR4Bl2SkDI/AAAAAAAAAMg/CwVPFeyUGMY/S220/PB050048.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_njSPvwZ1OyA/SkUmVs3_0sI/AAAAAAAAANw/Q7vZ7WTPZ98/s72-c/Bola+de+natal.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5171876829323605459.post-7973058496533173141</id><published>2009-06-22T13:32:00.000-07:00</published><updated>2009-06-22T13:42:31.157-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tema do Desaforadas &quot; Futebol é coisa de mulher&quot; .'/><title type='text'>Quando é um homem quem estraga tudo</title><content type='html'>Amo futebol desde criança. Lembro que levava minhas chuteiras para a escola para jogar com meus amigos no intervalo. Nós jogávamos trinta minutos, sem direito à pausa ou reclamação. Minha mãe só não gostava das roupas sujas: &lt;br /&gt;- Como vou limpar essas meias? Ela berrava.&lt;br /&gt;Mas no fim, era sempre ela quem me dava novas chuteiras. &lt;br /&gt;Com o tempo, fui crescendo e troquei a bola de futebol e as chuteiras por um uniforme oficial do meu time, pelo qual eu torcia, gritava e chorava sempre que possível. Todos os jogos eram inesquecíveis e me marcavam de alguma forma, e no último, não foi diferente.&lt;br /&gt;Era um domingo. Eu havia acordado às 11:30 horas. Fui direto para o banho, vesti o uniforme do time do meu coração, almocei. O jogo era às 16:00 horas e o relógio já marcava 14:05 horas. Saí correndo com meu carro, parei no estacionamento de sempre, em frente ao estádio, e fui direto às catracas que davam acesso às cadeiras.&lt;br /&gt;Subi as escadas. As arquibancadas ainda não estavam completamente lotadas. Fui até a fileira do meio, e olhando para a linha divisória do campo, sentei na posição mais central possível.&lt;br /&gt;Ainda eram 14:50. O tempo estava nublado e ventava forte. O estádio já estava lotado. No lado dos adversários, já havia umas duas centenas de torcedores confiantes, afinal, o CAF vinha com retrospecto favorável no nosso campo, tendo vencido os confrontos contra nossa equipe nos últimos três anos.&lt;br /&gt;Fiquei esperando o tempo passar, enquanto observava as pessoas ao meu redor. Algumas eu já conhecia de vista, outras me eram estranhas. Mas, o que importava mesmo era que todos nós estávamos lá pelo mesmo objetivo: ver nosso timão acabar com o CAF.&lt;br /&gt;Faltavam cinco minutos para o início do jogo. Todos se levantaram para cantar o Hino Nacional e depois aplaudiram, gritando VAI TIME!&lt;br /&gt;16:00 HORAS. O juiz apita. Miller, Nogueira e Brasil, três craques do CFC, já correm para o ataque. Souza, do outro time, rouba a bola de Macedo. A torcida CFC vaia e xinga o juiz. Souza passa a bola para Botelho, mas Vital intercepta a tempo, contra-atacando e mandando a bola bem nos pés de Miller. A torcida vibra com expectativa. Miller chuta de esquerda e POW! GOOOOL!&lt;br /&gt;Eu fecho os olhos e só ouço o C-F-C! C-F-C… ecoando pelo estádio. Abraço o casal que estava ao meu lado e dou um beijo na testa de seu filho.&lt;br /&gt;A bola volta a rolar. Começa a cair uma garoa fina e o pessoal se protege com capas de chuva. Enquanto espero o vendedor de capas passar, o rapaz do casal diz que está indo comprar pizza para o filho, e me pergunta se não quero aproveitar e pedir uma cerveja. Eu agradeço e digo que pago assim que comprar a capa de chuva, pois só tenho uma nota grande.&lt;br /&gt;O que era uma garoa fina, tornou-se um toró. Chovia litros. Eu mal enxergava, mas continuava torcendo. Finalmente, o vendedor de capas passou. Paguei e tentava vestir a capa enquanto ele pegava o troco. Vesti-me de qualquer forma. Ele estendeu o braço, e bem na hora em que abria a mão para me passar o dinheiro, alguém, temendo um gol do CAF, empurrou-o sem querer, e meu troco espalhou-se por sabe-se lá aonde.&lt;br /&gt;A torcida gritava, batia palmas. Miller estava de novo com a bola, e PA!NA TRAAVE! Todos aplaudiram.&lt;br /&gt;O rapaz chegou com minha cerveja e bem na hora em que eu pedia desculpas e contava como havia perdido o dinheiro, o juiz marcava penalidade máxima a nosso favor. Macedo saiu de campo na maca. O casal, felicíssimo, insistia para que eu aceitasse a cerveja. Eu aceitei e bebia o primeiro gole quando Nogueira cobrou o pênalti e não converteu. Enquanto a torcida xingava com palavrões de todos os gêneros, eu sentia a cerveja gelada escorrer pelo meu pescoço. O torcedor ao meu lado, nem percebeu que, irado com a falha de Nogueira, gesticulou com força, acertando meu copo, e fazendo com que o líquido desviasse da capa e entrasse pela minha roupa.&lt;br /&gt;A torcida se acalmou, cessaram os palavrões e reiniciaram os gritos de incentivo: VAI CFC! O juiz determina dois minutos de acréscimo e o jogo segue agitado.&lt;br /&gt;Miller, de novo com a bola, segue para o ataque com Souza em seu encalço. Desvia com dois dribles sensacionais, chuta para a área e é GOOOOOL! A torcida vai à loucura. O juiz apita o fim do primeiro tempo.&lt;br /&gt;A chuva ficava cada vez mais forte e alguns torcedores já iam embora, mas, apesar dos pesares, tudo ia bem. CFC ganhava de dois a zero do CAF e só isso já bastava. &lt;br /&gt;Eu me preparava para ir ao banheiro, quando o juiz voltou ao gramado. O que afinal ele foi fazer se ainda faltavam dez minutos para o início do segundo tempo? O clima era tenso. De repente, as pessoas que estavam com fones no ouvido começaram a xingar e se levantaram para sair. Os torcedores estavam irados, e eu nada entendia, até que li no placar eletrônico que o jogo seria suspenso devido à chuva. Decisão do juiz Sr. Roberto Marques.&lt;br /&gt;O que eu poderia fazer? Em três anos, era a primeira vez que meu time estava na frente no placar e tinha todas as chances de vencer, e um juiz @*&amp;%$# suspendeu a partida. Jogo anulado.&lt;br /&gt;Saldo final: dois gols de Juliana Miller invalidados, Paula Macedo contundida, três cartões amarelos para o CORITIBA FEMININO CLUB e três para o CLUBE ATLÉTICO FEMININO, todos anulados, cinqüenta reais perdidos, 500 ml de cerveja gelada desperdiçada, e… droga, perdi meu batom.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5171876829323605459-7973058496533173141?l=bazardosfalsosaforismos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bazardosfalsosaforismos.blogspot.com/feeds/7973058496533173141/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5171876829323605459&amp;postID=7973058496533173141&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5171876829323605459/posts/default/7973058496533173141'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5171876829323605459/posts/default/7973058496533173141'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bazardosfalsosaforismos.blogspot.com/2009/06/quando-e-um-homem-quem-estraga-tudo.html' title='Quando é um homem quem estraga tudo'/><author><name>Leticia Mueller</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13522908623456062765</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_njSPvwZ1OyA/SSR4Bl2SkDI/AAAAAAAAAMg/CwVPFeyUGMY/S220/PB050048.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5171876829323605459.post-7928446248498298943</id><published>2009-06-21T10:36:00.000-07:00</published><updated>2009-06-21T10:45:26.038-07:00</updated><title type='text'>Síndrome de Peter Pan</title><content type='html'>Toni é um homem já com seus 50 anos, charmoso, alto, de cabelos negros com mechas grisalhas e grandes olhos pretos expressivos. Quando jovem, pensava em se formar em algo sério, como Medicina ou Direito, mas por obra do acaso sua carreira decolou para uma vertente totalmente oposta.&lt;br /&gt;O circo “Le Grand Cirque” havia chegado à sua cidade repleto de espetáculos extraordinários, como malabarismos, domadores de leões, contorcionistas e mágicos misteriosos. As apresentações eram semanais e os ingressos se esgotavam logo no primeiro dia. Por sorte, Toni havia chegado cedo na fila, e já estava com sua entrada garantida...&lt;br /&gt;- Respeitável público! Damos início ao nosso grandioso espetáculo!. Bom divertimento!&lt;br /&gt;O rapaz observava com olhar vidrado o apresentador, trajado com seu fraque impecável, sair do palco para dar lugar à primeira atração: Jean Paul e seus poodles adestrados. As atrações continuaram desfilando pelo picadeiro sob os aplausos entusiasmados do público. Vieram: “Ethienné e os malabares incríveis”, os palhaços “Claude e Claudine”, “Napoleon e suas feras” e outros números incríveis.&lt;br /&gt;O apresentador volta para anunciar a última grande atração. Envolto em grande suspense, o mestre de cerimônia chama ao palco MR. H.As luzes vão se tornando mais fracas e o silêncio é quase total.&lt;br /&gt;Coberto com um manto negro, sem erguer a cabeça, ele entra, arrancando suspiros temerosos da platéia. Se apresenta sob centenas de olhares atentos que mal ousam piscar. A expectativa é grande. Os truques, um mais sensacional que o outro, surpreendem cada vez mais. A apresentação chega ao fim.&lt;br /&gt;Os espectadores, em pé, aplaudem com vibração a performance de MR H. As luzes se acendem totalmente, e o público, encantado, começa a se retirar. Toni é o único que permanece imóvel em seu lugar. Extasiado, ele passa e repassa em sua mente todos os truques, procurando explicações plausíveis para as mágicas. Ele vai para casa e, movido pela curiosidade, sai em busca de um curso de mágica. Toni acaba de escolher o rumo de sua vida.&lt;br /&gt;Após alguns meses tendo aula de mágica, ele percebe que possui um dom natural tão inacreditável que seus professores, pasmos com sua habilidade, o dispensaram do curso.&lt;br /&gt;Assim, usando coisas simples que tinha em casa, passou a fazer pequenas apresentações remuneradas em festas de crianças, que se tornaram tão bem faladas, que o levaram para eventos em sua cidade, depois pelo país, e finalmente, ao redor do mundo.&lt;br /&gt;Contratado por uma grande rede de hotéis, com unidades espalhadas pelo mundo, fez apresentações nas mais diversas cidades. Todos o conheciam como “Toni, o Incrível“, o Mágico Misterioso, de talento nato que se tornou mundialmente famoso em pouquíssimo tempo. Com o sucesso alcançado com seus espetáculos, cresceu também a aura de mistério envolto em sua pessoa. Todos, principalmente os outros mágicos, queriam descobrir quais eram os segredos usados na perfeita execução de seus truques.&lt;br /&gt;Em uma de suas apresentações, mais voltada para o público infantil, Toni se preparava para dar início ao show, enquanto as crianças se espalhavam pela sala e os adultos aguardavam sem expectativa. &lt;br /&gt;Abriram-se as cortinas e o mágico apareceu. Entre palmas e gritos das crianças, teve início o show. O primeiro truque foi relativamente simples. Toni tirava uma série de objetos de dentro da cartola, inclusive um coelho branco de grandes orelhas. Dois homens que assistiam ao espetáculo, sussurravam entre risos:&lt;br /&gt;- Você viu isso? O cara ficou famoso com esse truque furrepa? &lt;br /&gt;- Pois é... ha ha. A cartola com fundo falso. Quase comprei uma dessa outro dia.&lt;br /&gt;As crianças estavam encantadas. Atentas, observavam tudo aplaudindo com entusiasmo. Para os números seguintes, com cartas, cordas, lenços, flores, dinheiro, jornal, as reações não foram diferentes. Os dois adultos lá atrás, ao fim de cada truque sempre tinham algum comentário mordaz:&lt;br /&gt;- Como ninguém percebeu que a corda estava dentro da manga...&lt;br /&gt;- A carta tem uma marcação especial, por isso ele sabe qual é...&lt;br /&gt;- Aquela flor é acionada por um botão na bengala...&lt;br /&gt;Com o fim da apresentação, Toni, ovacionado pelo público, sai apressado, pois em meia hora sairia o vôo para seu próximo destino. Pega o celular para chamar um táxi e percebe que está sem bateria. Vê-se na obrigação de apelar para outros meios. Abre sua mochila de mão, tateando em busca de algo. Tira a cartola, a bengala, um vestido, uma pomba, uma cadeira, uma bola, e nada do que realmente procurava. Até que finalmente acha. No pote, escrito em grandes letras vermelhas: pó de pirlimpimpim.  &lt;br /&gt;Toni, sem se preocupar se havia alguém observando, pega uma porção do pó brilhante e atira para cima. &lt;br /&gt;Uma das crianças que assistira ao seu show, o vê desaparecer. Chama seu pai, um dos dois incrédulos presentes, e desesperada, fala:&lt;br /&gt;- Paaaai, o mágico sumiu! Eu vi pai! Lá fora, agora. Ele tava lá inteirinho, e num passe de mágica, ele sumiu...não tava mais lá! Desapareceu.&lt;br /&gt;O pai, indignado, olha pra seu amigo, o outro cético, e diz:&lt;br /&gt;- Esses mágicos de hoje...que vergonha. Ao invés de se aprimorarem, acabam investindo em tecnologias.&lt;br /&gt;O outro, de pronto, responde:&lt;br /&gt;- Holograma né cara... quase comprei um desse outro dia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5171876829323605459-7928446248498298943?l=bazardosfalsosaforismos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bazardosfalsosaforismos.blogspot.com/feeds/7928446248498298943/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5171876829323605459&amp;postID=7928446248498298943&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5171876829323605459/posts/default/7928446248498298943'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5171876829323605459/posts/default/7928446248498298943'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bazardosfalsosaforismos.blogspot.com/2009/06/sindrome-de-peter-pan.html' title='Síndrome de Peter Pan'/><author><name>Leticia Mueller</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13522908623456062765</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_njSPvwZ1OyA/SSR4Bl2SkDI/AAAAAAAAAMg/CwVPFeyUGMY/S220/PB050048.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5171876829323605459.post-8649566305381111964</id><published>2009-04-30T06:28:00.000-07:00</published><updated>2009-04-30T06:31:50.750-07:00</updated><title type='text'>Prazer, Leticia.</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_njSPvwZ1OyA/SfmoNx9BvYI/AAAAAAAAANo/L1ypYB5lTXE/s1600-h/LETICIA"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_njSPvwZ1OyA/SfmoNx9BvYI/AAAAAAAAANo/L1ypYB5lTXE/s320/LETICIA" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5330476588670762370" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Não sou do tipo que se enquadra no atual padrão, mesmo porque, saber que não sou “convencional” não me parece uma coisa ruim. Aliás, até aprendi a conviver com o espelho e sempre me enxergar nele desde a sola dos pés até o último fio de cabelo.&lt;br /&gt;Pois é, meus grandes 153 centímetros já fazem parte de mim. E acredite, há quem pense nisso não como defeito, mas como uma característica leticiana, única e imutável. &lt;br /&gt;De fato, sou relativamente pequena, mas incrível e metricamente proporcional. Perdoe minha altivez, mas lembro uma grande mulher, uma enorme miniatura de mulher pronta para ser empalhada e colocada em uma redoma para contemplação. Boneca de luxo.&lt;br /&gt;Sorte para alguns, azar para outros tantos, é o meu axioma que não harmoniza com a primeira impressão. Quero que me admirem pela essência e não pela matéria, o que é um grande paradigma, pois acho quase impossível que algum homem esteja preparado para uma mulher que vive em uma terceira geração mental. Talvez, até prefiram minha mãe, que apesar de “cinqüentona”, vive na crise de adolescente tardia.&lt;br /&gt;É por essas e outras que dou razão aos grandes psicólogos que dizem que tudo está acontecendo mais rápido, as gerações estão velozmente adiantando-se ou andando de marcha-ré. Lá em casa, já até houve um retardatário.&lt;br /&gt;Isso tudo me fez lembrar da última vez em que fui a um bar. O segurança me olhou dos pés à cabeça, em uma ação que obviamente levou apenas uma fração de segundo, e não hesitou em dizer:&lt;br /&gt;- “A identidade, por favor”.&lt;br /&gt;Virei as costas e me lembrei que tamanho não é documento.&lt;br /&gt;É... melhor não esquecer mais a carteira em casa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5171876829323605459-8649566305381111964?l=bazardosfalsosaforismos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bazardosfalsosaforismos.blogspot.com/feeds/8649566305381111964/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5171876829323605459&amp;postID=8649566305381111964&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5171876829323605459/posts/default/8649566305381111964'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5171876829323605459/posts/default/8649566305381111964'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bazardosfalsosaforismos.blogspot.com/2009/04/prazer-leticia.html' title='Prazer, Leticia.'/><author><name>Leticia Mueller</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13522908623456062765</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_njSPvwZ1OyA/SSR4Bl2SkDI/AAAAAAAAAMg/CwVPFeyUGMY/S220/PB050048.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_njSPvwZ1OyA/SfmoNx9BvYI/AAAAAAAAANo/L1ypYB5lTXE/s72-c/LETICIA' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5171876829323605459.post-8765741769938850937</id><published>2008-09-10T10:07:00.000-07:00</published><updated>2008-09-10T10:08:16.269-07:00</updated><title type='text'>Frase Meramente Artística (Graças a Ele).</title><content type='html'>Viúva de um homem que ainda não nasceu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5171876829323605459-8765741769938850937?l=bazardosfalsosaforismos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bazardosfalsosaforismos.blogspot.com/feeds/8765741769938850937/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5171876829323605459&amp;postID=8765741769938850937&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5171876829323605459/posts/default/8765741769938850937'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5171876829323605459/posts/default/8765741769938850937'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bazardosfalsosaforismos.blogspot.com/2008/09/frase-meramente-artstica-graas-ele.html' title='Frase Meramente Artística (Graças a Ele).'/><author><name>Leticia Mueller</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13522908623456062765</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_njSPvwZ1OyA/SSR4Bl2SkDI/AAAAAAAAAMg/CwVPFeyUGMY/S220/PB050048.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5171876829323605459.post-1260006392498416015</id><published>2008-09-01T11:03:00.000-07:00</published><updated>2009-04-30T06:26:44.433-07:00</updated><title type='text'>Do Inferno</title><content type='html'>Dizem por aí que o amor é vermelho, mas é só por aí. Aqui comigo, amor é divino e não faz sentido algum usar da nuance bestial para tornar visível o que é e sempre será abstrato. Não, amar não tem cor, e se tivesse, passaria bem longe de ser vermelho.&lt;br /&gt;O amor sincero é benevolente, não com quem ama, mas com quem é amado, e como nem tudo na vida são flores, existe o outro lado da moeda: o “amor fingido”. Não duvidem da sua intensidade ou inexistência, pois ele é um mero amor que perdeu sua essência condescendente. Pensando de forma pragmática e literal, é o sentimento que mata, por ciúmes ou qualquer coisa que o valha.&lt;br /&gt;Mas é esse amor assassino que é escarlate, que derrama sangue escarlate, que é violentamente escarlate. Só não se esqueça que esse é o “amor fingido”. Quem sabe, não seja o amor que o diabo tanto sente e que ninguém entende. Vai ver, ele é tão viciado em amar violentamente que acabou incorporando-o...e ficou rubro!&lt;br /&gt;Não bastasse isso, quis também viver em um lugar da mesma cor, e arranjou o inferno, eternamente incandescente de vermelho. &lt;br /&gt;Até o caminho para se chegar lá é vermelho! Ou você nunca reparou que as setas de elevador que apontam para baixo são dessa cor?&lt;br /&gt;E tudo, como diria Vinicius, por causa do amor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5171876829323605459-1260006392498416015?l=bazardosfalsosaforismos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bazardosfalsosaforismos.blogspot.com/feeds/1260006392498416015/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5171876829323605459&amp;postID=1260006392498416015&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5171876829323605459/posts/default/1260006392498416015'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5171876829323605459/posts/default/1260006392498416015'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bazardosfalsosaforismos.blogspot.com/2008/09/do-inferno.html' title='Do Inferno'/><author><name>Leticia Mueller</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13522908623456062765</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_njSPvwZ1OyA/SSR4Bl2SkDI/AAAAAAAAAMg/CwVPFeyUGMY/S220/PB050048.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5171876829323605459.post-7259569239503573177</id><published>2008-07-16T11:18:00.000-07:00</published><updated>2008-07-16T11:22:34.440-07:00</updated><title type='text'>Eu me completo.</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_njSPvwZ1OyA/SH48FONqvHI/AAAAAAAAAJA/Wc54JlWGnlg/s1600-h/laranja.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_njSPvwZ1OyA/SH48FONqvHI/AAAAAAAAAJA/Wc54JlWGnlg/s320/laranja.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5223678678208789618" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não preciso de alguém, como todos precisam. Sou auto-suficiente em todos os aspectos. &lt;br /&gt;Não existe uma outra metade minha, pois já fui pré-fabricada como laranja inteira e nem me importo em ser daquela espécie mais azeda, que ou se ama, ou se odeia.&lt;br /&gt;Também não tenho uma alma gêmea perdida por ai... encontrei a minha ao nascer. Por alguma razão, o meu eu nasceu siamês.&lt;br /&gt;Assim, com tantas peculiaridades, não faria sentido que me sentisse só, e como só desejo o que realmente preciso, busco apenas o meu encontro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5171876829323605459-7259569239503573177?l=bazardosfalsosaforismos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bazardosfalsosaforismos.blogspot.com/feeds/7259569239503573177/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5171876829323605459&amp;postID=7259569239503573177&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5171876829323605459/posts/default/7259569239503573177'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5171876829323605459/posts/default/7259569239503573177'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bazardosfalsosaforismos.blogspot.com/2008/07/eu-me-completo.html' title='Eu me completo.'/><author><name>Leticia Mueller</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13522908623456062765</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_njSPvwZ1OyA/SSR4Bl2SkDI/AAAAAAAAAMg/CwVPFeyUGMY/S220/PB050048.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_njSPvwZ1OyA/SH48FONqvHI/AAAAAAAAAJA/Wc54JlWGnlg/s72-c/laranja.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5171876829323605459.post-81672875665368385</id><published>2008-07-13T09:47:00.000-07:00</published><updated>2008-07-13T10:02:27.630-07:00</updated><title type='text'>Reza Utópica.</title><content type='html'>Procuro um homem que vá além,&lt;br /&gt;Em que até no seu amém haja um Quê de indignação.&lt;br /&gt;Procuro um homem altivo, mas que escute com os ouvidos,&lt;br /&gt;E sinta com o coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Procuro um homem que não esteja inapto a defeitos,&lt;br /&gt;Mas que veja sem preconceitos que sua grandeza é para um fim.&lt;br /&gt;E assim, no seu mais profundo deleite,&lt;br /&gt;saiba que sozinho não será contente,&lt;br /&gt;E se esquive dele para se encontrar em mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Procuro um homem não fictício, que não esteja livre de nenhum vício.&lt;br /&gt;Não fuja da sua fuga.&lt;br /&gt;Em seus momentos de abstinência, sem maior indignação,&lt;br /&gt;Olhe tudo com consciência, de que nada é feito em vão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Procuro um homem de temperança.&lt;br /&gt;Corajoso nos atos, sábio no pensar.&lt;br /&gt;Que em nossa aliança não substime o fato,&lt;br /&gt;De estarmos juntos só por amar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Procuro um homem senhor de si,&lt;br /&gt;Um homem pelo qual nasci.&lt;br /&gt;Que não deixe sucumbir todo e qualquer sentimento recíproco.&lt;br /&gt;Que o seu ímpeto seja só o de evoluir ao meu lado, na estrada da vida,&lt;br /&gt;Ou em qualquer outro pecado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Procuro um homem, mesmo sem o procurar.&lt;br /&gt;Apenas na certeza, de que o que tiver que ser, será.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5171876829323605459-81672875665368385?l=bazardosfalsosaforismos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5171876829323605459/posts/default/81672875665368385'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5171876829323605459/posts/default/81672875665368385'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bazardosfalsosaforismos.blogspot.com/2008/07/reza-utpica.html' title='Reza Utópica.'/><author><name>Leticia Mueller</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13522908623456062765</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_njSPvwZ1OyA/SSR4Bl2SkDI/AAAAAAAAAMg/CwVPFeyUGMY/S220/PB050048.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5171876829323605459.post-4620559644603237053</id><published>2008-07-12T07:31:00.000-07:00</published><updated>2008-07-12T07:34:43.513-07:00</updated><title type='text'>Terapia Instantânea do Amor.</title><content type='html'>O tempo que eu demoro pra amar alguém, é inversamente proporcional ao tempo que levo para esquecê-lo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5171876829323605459-4620559644603237053?l=bazardosfalsosaforismos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5171876829323605459/posts/default/4620559644603237053'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5171876829323605459/posts/default/4620559644603237053'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bazardosfalsosaforismos.blogspot.com/2008/07/terapia-instantnea-do-amor.html' title='Terapia Instantânea do Amor.'/><author><name>Leticia Mueller</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13522908623456062765</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_njSPvwZ1OyA/SSR4Bl2SkDI/AAAAAAAAAMg/CwVPFeyUGMY/S220/PB050048.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5171876829323605459.post-355249506066021994</id><published>2008-07-11T13:18:00.000-07:00</published><updated>2008-07-11T13:23:25.707-07:00</updated><title type='text'>Sobre os que dormem a vida.</title><content type='html'>Aquele que insiste no paradigma de que o homem é um ser que foi feito pra viver em sociedade, não sabe a glória de se fazer companhia. Muito menos entende o seu tédio em um dia ensolarado de domingo, quando os cigarros já não bastam pra saciar sua inanição de nicotina, e o seu café já não lhe aquece o suficiente pra o manter ativo.&lt;br /&gt;       O entediado dominical não atura a própria presença, e aguarda a segunda em seu inconsciente com o intuito de esquecer que na verdade, o problema não está no mundo, e sim nele mesmo. Por isso,  fecha os olhos, e dorme.&lt;br /&gt;Dorme tranqüilo, dorme com sono. Dorme porque evita a si mesmo.&lt;br /&gt;Sono tranqüilo por fora, e turbulento por dentro.&lt;br /&gt;Sono sem sonho, mas com pesadelos à paisana. Coitado. Ele quer esquecer seus podres, e os acumula onde espera não os encontrar.. nunca mais.&lt;br /&gt;O nunca mais dura pouco. Começa do começo, e termina no fim.&lt;br /&gt;De segunda à matina de domingo, a paz reina. Até que acorda pro dia, e para esquecer que ele ainda é ele, (e nada mais), volta a dormir.&lt;br /&gt;Ciclo do sono, do domingo, da vida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5171876829323605459-355249506066021994?l=bazardosfalsosaforismos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bazardosfalsosaforismos.blogspot.com/feeds/355249506066021994/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5171876829323605459&amp;postID=355249506066021994&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5171876829323605459/posts/default/355249506066021994'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5171876829323605459/posts/default/355249506066021994'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bazardosfalsosaforismos.blogspot.com/2008/07/sobre-os-que-dormem-vida.html' title='Sobre os que dormem a vida.'/><author><name>Leticia Mueller</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13522908623456062765</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_njSPvwZ1OyA/SSR4Bl2SkDI/AAAAAAAAAMg/CwVPFeyUGMY/S220/PB050048.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5171876829323605459.post-5387370640691310975</id><published>2008-07-10T07:26:00.000-07:00</published><updated>2008-07-10T07:30:25.104-07:00</updated><title type='text'>Gregos e Troianos.</title><content type='html'>Que me perdoem os desenhistas, mas que a arte de desenhar é bem mais &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;simplória&lt;/span&gt; que a arte de escrever, é fato que ninguém pode negar. Afinal, o que é um desenho se não uma mera reprodução da realidade? Tendo olhos para ver e algum dom ou técnica, qualquer um pode se tornar um transmutador da imagem tridimensional em uma imagem de papel.&lt;br /&gt;Já a labuta do escritor é mais complexa. Exige um trabalho sincronizado, pois se escrita de forma errada, até a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;idéia&lt;/span&gt; mais genial torna-se medíocre (dos males o menor).&lt;br /&gt;Pior que um texto mal escrito, é um texto fantasma, composto por fragmentos de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;idéias&lt;/span&gt; que só poderão ser colocados no papel, caso reencarnem nas mãos de um autor menos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;pusilânime&lt;/span&gt; e ocioso que o primeiro.&lt;br /&gt;A verdade é que o escritor é um guerreiro e seu inimigo é ele mesmo. O campo de batalha? O papel.&lt;br /&gt;Tudo começa com a tal inspiração que ocorre na mente e é expirada por meio da mão. Quando esse procedimento não ocorre de forma minuciosa, o escritor sofre asfixia intelectual. Ter a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;idéia&lt;/span&gt;, mas não conseguir reproduzi-la no papel, é como estar se banhando no próprio mundo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;subjetivo&lt;/span&gt; e de repente se ver cercada de uma areia movediça que o puxa cada vez mais para dentro de si mesmo, sufocando-o nas próprias entranhas... Constipação de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;idéias&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;E é aí que acontece... O escritor não &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;agüenta&lt;/span&gt; seu fardo. A frustração é tanta que acaba entrando em um coma induzido por ele próprio. Com medo ele acaba vivendo um longo período de abstinência de ser quem realmente é.&lt;br /&gt;Passado um tempo, cansado da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;inanição&lt;/span&gt; intelectual, resolve voltar à &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;ativa&lt;/span&gt;. Lentamente ele se levanta de sua cama, veste o robe, calça as pantufas e segue em &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;direção&lt;/span&gt; à cozinha, arrastando os pés como se quisesse apenas roçar o chão. Abre o armário, observa a xícara com os dizeres “I ♥ &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;NY&lt;/span&gt;”, mas prefere a outra, com o desenho da Estátua da Liberdade. Acende seu “Hollywood” e enquanto volta ao quarto, sente ódio de si mesmo por ser um brasileiro tão americano.&lt;br /&gt;Senta na escrivaninha, acende a luz do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;abajur&lt;/span&gt;. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;Põe&lt;/span&gt; os óculos, e novamente sente raiva de si mesmo, dessa vez, por ser um brasileiro americano velho e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;astigmático&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;Coloca uma mão na testa, e com a outra segura a caneta, cuja ponta já pende em sua boca... Olha para o papel.&lt;br /&gt;De repente, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;flash&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;back&lt;/span&gt;: asfixia, constipação, coma, abstinência. Ele fecha os olhos para se concentrar... Precisa esquecer o medo da frustração, mas agora, até mesmo a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;idéia&lt;/span&gt; lhe foge à mente.&lt;br /&gt;Abre os olhos de súbito, e mira a xícara de café. Sente raiva de si mesmo. Não por ser brasileiro americano velho &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;astigmático&lt;/span&gt;, mas por não ter honrado sua profissão até na mais simples escolha matinal.&lt;br /&gt;Ele sorri. Sem hesitação, escreve as primeiras palavras do seu texto de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;re&lt;/span&gt;-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;estréia&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;“Que me perdoem os desenhistas, mas que...”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5171876829323605459-5387370640691310975?l=bazardosfalsosaforismos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bazardosfalsosaforismos.blogspot.com/feeds/5387370640691310975/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5171876829323605459&amp;postID=5387370640691310975&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5171876829323605459/posts/default/5387370640691310975'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5171876829323605459/posts/default/5387370640691310975'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bazardosfalsosaforismos.blogspot.com/2008/07/gregos-e-troianos.html' title='Gregos e Troianos.'/><author><name>Leticia Mueller</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13522908623456062765</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_njSPvwZ1OyA/SSR4Bl2SkDI/AAAAAAAAAMg/CwVPFeyUGMY/S220/PB050048.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5171876829323605459.post-2118120641188667670</id><published>2008-07-09T07:39:00.000-07:00</published><updated>2008-07-09T07:42:42.241-07:00</updated><title type='text'>Eterna Ressaca.</title><content type='html'>O que sinto é um mar de fúrias, sem ondas, sem maré...&lt;br /&gt;estático.&lt;br /&gt;Com água turva, leitosa e escura, que não me deixa ver além da superfície,&lt;br /&gt;e me envolve com os mistérios dos dilemas e incógnitas.&lt;br /&gt;É líquido que confunde a razão com os tão sedutores sentidos.&lt;br /&gt;Esses sim, pecados da alma.&lt;br /&gt;Junto com as ilusões, os prazeres &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;carnais&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;E é nesse mar que adormece meu sonho.&lt;br /&gt;Dorme, mas não por desespero.&lt;br /&gt;Dorme por esperança de crer em finais felizes.&lt;br /&gt;(Mesmo que haja um apenas).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fé é o que me faz continuar nadando em águas paradas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5171876829323605459-2118120641188667670?l=bazardosfalsosaforismos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bazardosfalsosaforismos.blogspot.com/feeds/2118120641188667670/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5171876829323605459&amp;postID=2118120641188667670&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5171876829323605459/posts/default/2118120641188667670'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5171876829323605459/posts/default/2118120641188667670'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bazardosfalsosaforismos.blogspot.com/2008/07/eterna-ressaca.html' title='Eterna Ressaca.'/><author><name>Leticia Mueller</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13522908623456062765</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_njSPvwZ1OyA/SSR4Bl2SkDI/AAAAAAAAAMg/CwVPFeyUGMY/S220/PB050048.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5171876829323605459.post-7516723363331254590</id><published>2008-07-08T10:00:00.000-07:00</published><updated>2008-07-08T10:13:48.522-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Perseguição;'/><title type='text'>Coração 52</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_njSPvwZ1OyA/SHOd_vZOVQI/AAAAAAAAAIw/mOPDRwyhySw/s1600-h/PB260935.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5220690111432119554" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_njSPvwZ1OyA/SHOd_vZOVQI/AAAAAAAAAIw/mOPDRwyhySw/s320/PB260935.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia, olhei para o homem do tempo e lhe implorei que me explicasse como era capaz de suas façanhas. Como conseguia controlar os relógios?&lt;br /&gt;" 52, 52, 52... CHEGA!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem do tempo apenas me olhou, e com os olhares cravados ficamos por 1, 2, não sei quantos segundos. Afinal, ainda não sou a mulher do tempo.&lt;br /&gt;Quando finalmente desviei o olhar, me deparei com algo sobre a mesa de cabeceira.&lt;br /&gt;Algo vermelho, que muda de minuto a minuto... algo que apesar de mutável, estava ali, não como espectro, mas como o próprio ser reencarnado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A " coisa" ficou assim por pouco tempo, menos que 60 segundos...&lt;br /&gt;Até que se transformou em " 26".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5171876829323605459-7516723363331254590?l=bazardosfalsosaforismos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bazardosfalsosaforismos.blogspot.com/feeds/7516723363331254590/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5171876829323605459&amp;postID=7516723363331254590&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5171876829323605459/posts/default/7516723363331254590'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5171876829323605459/posts/default/7516723363331254590'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bazardosfalsosaforismos.blogspot.com/2008/07/corao-52.html' title='Coração 52'/><author><name>Leticia Mueller</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13522908623456062765</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_njSPvwZ1OyA/SSR4Bl2SkDI/AAAAAAAAAMg/CwVPFeyUGMY/S220/PB050048.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_njSPvwZ1OyA/SHOd_vZOVQI/AAAAAAAAAIw/mOPDRwyhySw/s72-c/PB260935.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5171876829323605459.post-632335328318736962</id><published>2008-07-07T07:49:00.000-07:00</published><updated>2008-07-07T08:57:19.742-07:00</updated><title type='text'>Homenagem a aquele que me rendeu um texto. E só.</title><content type='html'>Chego em casa e a primeira coisa que vejo é o meu velho caderno repleto de folhas em branco, todas na expectativa de deixar de serem simples sulfites indesejáveis, para se tornarem obras primas provindas de um punho.&lt;br /&gt;E hoje, meu punho chora.&lt;br /&gt;Sabe aqueles dias em que parece que tudo dará certo? Que tudo será divertido e que vão haver situações inesquecíveis? Pois é, eu vivia num desses dias. Reencontrei uma amiga que há tempos não via, e esse simples fato já me serviu como premonição de que estávamos para criar ótimas lembranças, daquelas que sempre viram assunto nas "rodas bêbadas de regressões da vida mundana".&lt;br /&gt;Seguíamos por uma rua e resolvemos parar para comprar cerveja. Ao sair do mercado, vi uma blusa pólo, listrada azul com branco, vestida em um homem alto e magro. Aquilo me lembrou alguém e continuei a observar o tal homem, mesmo com a minha falha visão de míope. Ele andava de forma estranha, com passos longos e marcados.&lt;br /&gt;Foi aí que eu disse a minha amiga: é ele.&lt;br /&gt;Tive a impressão que tudo ocorreu por telepatia, pois mal eu o havia reconhecido, ele entrou em um bar de "quinta classe". Não me contive e o segui. Me encostei na mesa de sinuca, cruzei os braços e esperei que ele voltasse do balcão.&lt;br /&gt;Pra ser sincera, não lembro da sua reação quando me viu e nem de quais foram as suas intenções ao me abraçar e chamar de amor. Também não lembro se cheguei a pensar antes de lhe perguntar o que ele fazia ali, porquê ele não tinha me ligado, e todas essas ínfimas cobranças que qualquer mulher faria em meu lugar.&lt;br /&gt;Mas de uma coisa me lembro bem: da sua indiferença.&lt;br /&gt;Depois de me dar suas desculpas, já amareladas de tão gastas, ele apenas me ofereceu cerveja, acendeu meu cigarro e foi jogar sinuca. Sentei de costas para ele, apoiando a cabeça em minhas mãos e falando baixinho com a minha amiga. Todos esses indícios apontavam que eu agia por instinto, instinto alcoólico.&lt;br /&gt;Não sei o tempo que durou aquela eternidade, mas havia chego a hora do seu fim. Ele se aproximou de minha mesa enquanto eu o mirava de lado, tentando dissimular minha preocupação. Apoiou uma mão na parede e como eu estava sentada, o jeito com que ele me olhava de cima, com todo aquele estrume de superioridade, tornou a situação risível.&lt;br /&gt;Encostou aquela boca em meu ouvido e disse: Eu já volto.&lt;br /&gt;Estava entorpecida de ódio e apenas respondi: Estou brava.&lt;br /&gt;De fato, parecíamos 2 crianças, pois ele falou "eu sei" e simplesmente virou as costas e foi embora.&lt;br /&gt;O que mais me irritou em tudo isso?&lt;br /&gt;Ele ter ido fumar um sem me chamar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Puta egoísmo da porra!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5171876829323605459-632335328318736962?l=bazardosfalsosaforismos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bazardosfalsosaforismos.blogspot.com/feeds/632335328318736962/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5171876829323605459&amp;postID=632335328318736962&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5171876829323605459/posts/default/632335328318736962'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5171876829323605459/posts/default/632335328318736962'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bazardosfalsosaforismos.blogspot.com/2008/07/homenagem-aquele-que-me-rendeu-um-texto.html' title='Homenagem a aquele que me rendeu um texto. E só.'/><author><name>Leticia Mueller</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13522908623456062765</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_njSPvwZ1OyA/SSR4Bl2SkDI/AAAAAAAAAMg/CwVPFeyUGMY/S220/PB050048.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5171876829323605459.post-2389806729533554252</id><published>2008-07-07T07:36:00.000-07:00</published><updated>2008-07-07T07:49:25.833-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Simulado.'/><title type='text'>Olha, Maria.</title><content type='html'>Maria sempre fora conhecida por sua beleza celestial e por seu espírito pacato. A sua pele lisa de porcelana, os seus claríssimos olhos azuis e a sua feição harmônica eram as responsáveis pelas muitas noites mal durmidas dos rapazes que a conheceram, ou simplesmente tiveram o prazer de ver por uma única vez aquele seu belíssimo rosto.&lt;br /&gt;O que mais reluzia em Maria eram os seus olhos, pois como se não lhe bastassem serem de uma pureza azulada e aquosa, ainda emitiam uma luz que a todos resplandecia e encantava. Aquela jovem, apesar de misteriosa e resguardada, andava sempre com a fronte levemente erguida, com passos leves e timidamente temerosos. Os olhos? Como sempre, bem abertos, olhavam à tudo de forma lenta e às vezes, fixavam-se em algum lugar do espaço, e lá permaneciam por algum tempo.&lt;br /&gt;Era esse o seu mistério.&lt;br /&gt;Desconhecia-se como, mas o segredo de Maria tornou-se público e a pobre menina não conseguiu aceitar que todos soubessem de sua cegueira.&lt;br /&gt;No velório, as pessoas murmuravam: " Ave Maria, cheia de graça..."&lt;br /&gt;Alguns homens até se equivocaram: " Maria Nossa, que estais no céu".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5171876829323605459-2389806729533554252?l=bazardosfalsosaforismos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bazardosfalsosaforismos.blogspot.com/feeds/2389806729533554252/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5171876829323605459&amp;postID=2389806729533554252&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5171876829323605459/posts/default/2389806729533554252'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5171876829323605459/posts/default/2389806729533554252'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bazardosfalsosaforismos.blogspot.com/2008/07/olha-maria.html' title='Olha, Maria.'/><author><name>Leticia Mueller</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13522908623456062765</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_njSPvwZ1OyA/SSR4Bl2SkDI/AAAAAAAAAMg/CwVPFeyUGMY/S220/PB050048.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5171876829323605459.post-4730628253106369608</id><published>2008-06-30T17:09:00.000-07:00</published><updated>2008-07-10T07:32:01.207-07:00</updated><title type='text'>Túnel do Meu Tempo.</title><content type='html'>De repente, tudo desabou. Senti uma falta de ar e dentro de mim, abriu-se um vazio sem fim. Em meu peito formou-se um precipício infinito, em que nem mesmo havia um chão que pudesse, no mínimo, amortecer a minha queda.&lt;br /&gt;Vi-me em pleno declínio emocional e físico.&lt;br /&gt;Percebi que estava presa em um buraco escuro, totalmente fechado e sem saída. De nada adiantaram os meus gritos, pois por mais que eu esgotasse cada uma das minhas cordas vocais, o som que saía de mim era abafado.&lt;br /&gt;O mundo não me ouvia, ele não me ouvia.&lt;br /&gt;Tentei me acostumar com a sensação de queda livre, mas meu corpo insistia em tornar-se mais pesado e como nunca antes em minha vida, desejei que tudo aquilo chegasse ao fim. Não ansiava por um chão, mas que fosse um raio de luz, um ruído qualquer ou o som da minha própria voz. Qualquer coisa bastava.&lt;br /&gt;E quando eu menos esperava, por um ato divino ou obra do acaso, meus sentidos encontraram algo em que eu pude me segurar. Algo que eu sabia que apesar de frágil, me seguraria por um bom tempo... até que minha mente se esgotasse.&lt;br /&gt;Agarrei-me às lembranças com tal voracidade, que tudo em mim sangrava de saudades. Doía ver o passado, mas doía ainda mais imaginar um futuro sem ele.&lt;br /&gt;Foi assim que resolvi transformar aquele mísero vácuo em um túnel do tempo. Preenchi o meu vazio com memórias nossas, fossem elas boas ou ruins.&lt;br /&gt;E aqui segue minha lista de salvação:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinto falta de...&lt;br /&gt;Sinto falta...&lt;br /&gt;Sinto...&lt;br /&gt;SSS...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(continua...)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5171876829323605459-4730628253106369608?l=bazardosfalsosaforismos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bazardosfalsosaforismos.blogspot.com/feeds/4730628253106369608/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5171876829323605459&amp;postID=4730628253106369608&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5171876829323605459/posts/default/4730628253106369608'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5171876829323605459/posts/default/4730628253106369608'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bazardosfalsosaforismos.blogspot.com/2008/06/tnel-do-meu-tempo.html' title='Túnel do Meu Tempo.'/><author><name>Leticia Mueller</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13522908623456062765</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_njSPvwZ1OyA/SSR4Bl2SkDI/AAAAAAAAAMg/CwVPFeyUGMY/S220/PB050048.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5171876829323605459.post-5851427760985835564</id><published>2008-06-25T13:29:00.000-07:00</published><updated>2008-06-25T13:36:57.819-07:00</updated><title type='text'>Epitáfio</title><content type='html'>Nos últimos tempos, ela nada lia ou escrevia. Estava com sua mente isolada em um mundo vazio que a levou inconscientemente a uma hibernação mental. Ela sentia seu cérebro como que congelado e seu maior medo era que com o menor sopro da inspiração, o calor de sua ânsia degelasse seus emaranhados encefálicos, e no lugar do que antes havia um cérebro, aparecesse uma geléia de neurônios. Ela tinha medo de nunca voltar a ser como era.&lt;br /&gt;Não tinha tempo para pensar. Vivia um ano difícil que a impedia de fazer coisas que realmente contribuíssem para o seu acúmulo de idéias. Na verdade, ela até pensava, mas só naquilo que milhares de “vestibulandos” eram obrigados a saber para passar na mais injusta prova seletiva dos culturalmente programados. Afinal, seu sonho era ser escritora e não via utilidade prática em ter o conhecimento da forma de reprodução dos pinheiros ou da sinfilia das formigas. Também ignorava o uso prático das assombrosas matrizes, com seus milhares de cálculos para chegar a resultados imaginários. A ela não interessava o grau de inclinação da Terra em relação ao sol, ou o modo de produção de civilizações que a muito tempo não existem. Aprendia as fórmulas das substâncias e de todas aquelas minúsculas partículas que formam partículas ainda mais minúsculas. Esforçava-se para entender leis da física, mas algumas delas se negavam a serem entendidas por ela. Eram tantos assuntos que a sua caixa de memória já estava saturada.&lt;br /&gt;Mas não pense que isso serviu como empecilho para seus estudos. Ela “entendia” a matéria mesmo sem entendê-la e resolvia os 120 exercícios diários, sempre com uma margem de acerto superior a 90%. Não sabia como acertava as questões. Só sabia que o início da realização do seu sonho dependia de todo esse seu sacrifício.&lt;br /&gt;Assistia à todas as aulas, não faltava às revisões e aulas extras. É lógico que tudo isso era um fardo que a deixava cansada e deprimida, mas ela aprendeu a curar sua doença com o menor dos males: as aulas de Português. Aproveitava os 45 minutos dedicados a esta matéria para respirar e guardar ar para que conseguisse sobreviver a todas as outras “inimigas”. As palavras, letras, verbos e textos eram como que seus alicerces, não podia perder o estímulo por elas ou se não fracassaria em qualquer projeto de sua vida.&lt;br /&gt;E assim, ela se manteve durante todo o ano. Sentia como se estivesse sendo programada por conhecimentos irrelevantes e a cada mês, olhava para si mesma e via-se como mais uma “bitolada”. Ela perdia sua essência. Para completar seu quadro, previa a injustiça a que seria acometida, vendo pessoas que apenas estudaram realmente um ano de sua vida (aquele) passarem no vestibular, enquanto ela, que desde a primeira série se esforçava e tirava boas notas, sendo reprovada.&lt;br /&gt;Tudo isso acontecia junto com o seu pensamento de que não era mais a mesma. Sentia-se vazia. As boas idéias, os ventos que antes sopravam tão freqüentemente e que se confundiam com sua respiração, ficaram escassos. Perdera o hábito da leitura e conseqüentemente, os seus recursos lingüísticos, antes originais e inovadores, tornaram-se monótonos e repetitivos.&lt;br /&gt;Nas poucas horas livres, seu maior anseio era escrever, mas tinha ojeriza de que as suas suspeitas se mostrassem verdadeiras.&lt;br /&gt;Não! Ela não aceitava isso! Queria ser escritora, nada mais. Mesmo tendo consciência de que só com muita dor na mão de tanto amassar papéis, dor de cabeça, na busca da palavra certa, horas perdidas com idéias que a princípio pareciam boas, mas que no decorrer da escrita se mostraram péssimas... Só com muito sangue ela seria uma boa escritora. Sim, ela sabia disso.&lt;br /&gt;Mas, tinha medo da dor... Da dor e da simples idéia de sentí-la. Tinha medo da frustração por si mesma, preferia deixar as coisas assim, sem sonhos alcançados, mas pelo menos sem grandes derrotas.&lt;br /&gt;Com medo de cair, ela se negou a chegar ao topo e sentir a glória da vitória. Abdicou do seu papel de ser ela mesma, e quis deixar um legado aos que não tem medo de perder, nem de ganhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aqui jaz seu primeiro, último e único texto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5171876829323605459-5851427760985835564?l=bazardosfalsosaforismos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bazardosfalsosaforismos.blogspot.com/feeds/5851427760985835564/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5171876829323605459&amp;postID=5851427760985835564&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5171876829323605459/posts/default/5851427760985835564'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5171876829323605459/posts/default/5851427760985835564'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bazardosfalsosaforismos.blogspot.com/2008/06/epitfio.html' title='Epitáfio'/><author><name>Leticia Mueller</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13522908623456062765</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_njSPvwZ1OyA/SSR4Bl2SkDI/AAAAAAAAAMg/CwVPFeyUGMY/S220/PB050048.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5171876829323605459.post-4556767197707721234</id><published>2008-06-22T09:55:00.000-07:00</published><updated>2008-06-25T13:38:11.869-07:00</updated><title type='text'>História pro amor dormir.</title><content type='html'>Esses dias, conheci o homem dos meus sonhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nosso amor, de tão sublime, parecia que vinha de outras vidas.&lt;br /&gt;Parecia eterno, parecia perfeito. Algo tipo um conto de fadas.&lt;br /&gt;Tudo era tão lindo, que eu não acreditava. Nunca achei que o amor fosse pra mim... imagina!&lt;br /&gt;Isso só acontece com os outros! Pensava eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E era tanto carinho, tanto fogo, tanta paixão, tanto amor, tanto afago.. AHH!&lt;br /&gt;Eu delirava, perdia o ar, as pernas tremiam, a barriga congelava, a lingua perdia a fala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pena que aí, eu acordei.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5171876829323605459-4556767197707721234?l=bazardosfalsosaforismos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bazardosfalsosaforismos.blogspot.com/feeds/4556767197707721234/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5171876829323605459&amp;postID=4556767197707721234&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5171876829323605459/posts/default/4556767197707721234'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5171876829323605459/posts/default/4556767197707721234'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bazardosfalsosaforismos.blogspot.com/2008/06/histria-pro-amor-dormir.html' title='História pro amor dormir.'/><author><name>Leticia Mueller</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13522908623456062765</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_njSPvwZ1OyA/SSR4Bl2SkDI/AAAAAAAAAMg/CwVPFeyUGMY/S220/PB050048.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5171876829323605459.post-6048554003816448829</id><published>2008-06-20T11:49:00.000-07:00</published><updated>2008-06-25T13:40:10.552-07:00</updated><title type='text'>Recado.</title><content type='html'>Foi um processo longo, mas nada dramático como costumam romantizar os escritores. Deitada em sua cama, em plena paz, livre de qualquer turbilhão mental, ela decidiu que já estava na hora de ir.&lt;br /&gt;Um pensamento tomou-lhe a mente, e paraseando alguma música que nem ao menos lembrava se a acompanhou durante a infância, ou se apenas a tinha ouvido da boca de alguém, começou a cantar:&lt;br /&gt;- Lá rá lá rá rá, o passarinho criou asas e quer voar!&lt;br /&gt;Riu baixinho. Pela primeira vez, sentiu a liberdade de poder lidar com sua vida. Sentiu a liberdade de uma decisão tomada, cujo caminho era só o de ida.&lt;br /&gt;E assim levantou-se da cama, e resolveu iniciar seu dia, como se tudo fosse permanecer igual. Adorava surpresas.&lt;br /&gt;Colocou suas pantufas, e saiu em direção a cozinha arrastando-as pelo chão de carpê. Serviu-se de uma xícara de café com leite, e sentou no banquinho de madeira. Passou a olhar o patinho do copo em sua mão, e tentou fazer as contas de quantas vezes já havia passado horas a tomar café e pensar em sua vida.&lt;br /&gt;Lembrou também que esses seus devaneios eram vazios, como se ficasse hipnotizada por um tempo; chamava aquilo de ”pensar”, mas sabia que nada mais fazia do que dormir acordada.&lt;br /&gt;Vai ver era esse o motivo de ela passar a maior parte do seu tempo livre deitada em sua cama. Tinha plena consciência de que se ficasse acordada, apenas gastaria mais energia.&lt;br /&gt;Porém, hoje, ela não só acordou mais cedo, como resolveu não ir pra aula.&lt;br /&gt;Lembrou-se da sua segunda promessa do dia, de que não ia fazer nada fora da sua rotina, mas mudou de idéia. Ia se aprontar e seguir seu rumo.&lt;br /&gt;Gostava tanto de surpresas, que surpreender apenas aos outros já não lhe bastava. Passou também a surpreender a si mesma, e ter repentinas mudanças de idéias.&lt;br /&gt;Agora sim, tinha certeza de que já estava decidida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela não teve cuidado ao escolher a sua roupa, nem em arrumar os cabelos ou pintar seus olhos. Queria ser ela mesma pelo menos nesse dia.&lt;br /&gt;Apenas escolheu o sapato. Era sem dúvida, seu sapato mais bonito, todo delicadinho, parecia de boneca!&lt;br /&gt;È claro que ele tinha seu defeito: por ser de plástico, o cheiro que ficava impregnado na sola era...terrível.&lt;br /&gt;Assim como tudo na vida, ela aprendeu a gostar daquela Melissinha mesmo com esse seu defeito. E foi por isso mesmo que escolheu-a para a acompanhar durante sua grande decisão.&lt;br /&gt;Olhou-se no espelho, mais por obrigação do que por interesse. Queria chegar logo a seu destino, e não encontrar ninguém no caminho.&lt;br /&gt;Pegou as chaves de casa, um bloquinho de papel e uma caneta, e lá se foi... feliz da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pegou o elevador, apertou o botão que as crianças geralmente nunca alcançam... e começou a sentir seu coração acelerar.&lt;br /&gt;O tempo já não passava, a porta não abria.&lt;br /&gt;Os seus pensamentos, antes vazios, agora simplesmente deixaram de existir.&lt;br /&gt;Olhava aquele cubículo cercado de 3 espelhos, -mais a porta que nunca abre -, e queria incorporar-se a aquilo tudo. Via com olhos de cegos.&lt;br /&gt;Com um instalo, saiu de sua auto-hipnose, e sem delongas, foi logo a sacada.&lt;br /&gt;Dessa vez, olhava com olhos de artista. A visão do 15 andar é sempre linda, ainda mais para um espírito preenchido pelo nada.&lt;br /&gt;Ficou pouco tempo a olhar a paisagem, pois por mais bonita que fosse, não a faria mudar de idéia.&lt;br /&gt;Então, resolveu olhar para o chão.&lt;br /&gt;Sentiu aquele frio na barriga, ficou zonza e passou a imaginar como seria voar até a superfície. Voar até o solo, para depois voar para o céu.&lt;br /&gt;Sentiu-se livre, solta... até que veio o medo e o arrependimento. O chão estava ali, a um metro de seus olhos, e ela nem teve tempo de gritar. Não teve tempo nem ao menos de se arrepender.&lt;br /&gt;Mas isso era o que ela imaginava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tirou os sapatos, apoiando-se na grade com medo de cair. Mal ela sabia.&lt;br /&gt;Escreveu algumas palavras no bloquinho, e deixou-o junto aos seus calçados.&lt;br /&gt;Com um impulso, subiu no seu pódio, e de lá, jogou-se ao ar, para aprender a voar. E voou.&lt;br /&gt;Horas depois, uma mulher passa no último andar do prédio para fazer a limpeza, e vê um par de sapatos alinhados em frente ao precipício. Junto com eles, a faxineira vê  um papelzinho e se aproxima para ler o que está escrito. Lê:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Desculpe o mau cheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No bairro, ouve-se um grito.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5171876829323605459-6048554003816448829?l=bazardosfalsosaforismos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bazardosfalsosaforismos.blogspot.com/feeds/6048554003816448829/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5171876829323605459&amp;postID=6048554003816448829&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5171876829323605459/posts/default/6048554003816448829'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5171876829323605459/posts/default/6048554003816448829'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bazardosfalsosaforismos.blogspot.com/2008/06/recado.html' title='Recado.'/><author><name>Leticia Mueller</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13522908623456062765</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_njSPvwZ1OyA/SSR4Bl2SkDI/AAAAAAAAAMg/CwVPFeyUGMY/S220/PB050048.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
